Durante séculos foi invadido pelas águas do Mondego, um tratamento de cerca de oito milhões de euros, o trabalho de dezenas de investigadores e de centenas de trabalhadores trouxe-o à vida, ao fim de quinze anos.
Com certeza já descobriste que estamos a falar do famoso CONVENTO de SANTA-CLARA-A-VELHA .
O Convento de Santa-Clara-a-Velha está ligado à rainha Santa Isabel (1271-1336), sua patrona e era um convento feminino de monjas clarissas.
Através dos estudos feitos ao longo da sua recuperação, ficamos a saber que as clarissas consumiam alguma comida que vinha de fora do mosteiro, como cereais, frutos secos, uvas, vinho, mas também cultivavam a horta e o pomar.
Nas escavações foram encontradas pequenas peças como botões, fusos, alfinetes e louças.
Neste mosteiro viviam mulheres da nobreza e da burguesia mas também havia mulheres consagradas que se ocupavam das tarefas mais humildes e criadas para fazer trabalhos de limpeza e cozinha. As freiras dedicavam-se à oração e aos labores como os bordados.
É um edifício do século XIV, estilo Gótico tardio, abobadado a pedra.
Inês de Castro e D. Pedro moraram nos Paços da Rainha, junto ao mosteiro. Antes de ser transladada para o Mosteiro de Alcobaça, D. Inês de Castro foi sepultada na sua igreja.
Como começou...
Dona Mor Dias, uma mulher da nobreza, pretendia criar uma casa religiosa ligada à Ordem de Santa Clara. A primeira pedra é lançada em 1286. A criação do mosteiro encontrou uma forte oposição por parte dos monges de Santa Cruz e é extinto em 1311.
Em 1314, a Rainha Santa consegue instalar aí as clarissas. As primeiras freiras nunca viveram em paz devido à constante invasão das águas do rio.
Em 1331, uma enorme cheia inundou o local.
No início do século XVII, as monjas abandonaram a parte inferior do templo e construíram um piso intermédio.
Nesse mesmo século, D. João IV manda construir um outro mosteiro para onde as freiras se mudam, Santa Clara-a-Nova.
O primitivo mosteiro, desde então chamado de Santa Clara-a-Velha entra em declínio.
Em 1910, é considerado monumento nacional.
Apesar de tudo o mosteiro sobreviveu.
Cabe-te a ti e a todos nós fazer com que se mantenha vivo!
A inauguração oficial acontecerá em Abril do próximo ano.
Como visitante poderás conhecer detalhes da vida das clarissas e usufruir do mosteiro e da zona circundante com um edifício novo que funcionará como centro interpretativo do monumento.
Enquanto aguardas a sua abertura delicia-te com os maravilhosos doces conventuais.
Informação recolhida e adaptada do jornal Público, 24/10/2008
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